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Para que se possa avaliar qualquer Programa de Promoção de Saúde e Qualidade de Vida como um instrumento eficaz e oportuno para determinada organização, é necessário articulá-lo com três variáveis de tempo: passado, presente e futuro. Os conceitos que se discute hoje num MBA de Gestão de Negócios, por exemplo, são, certamente, diferentes dos que se recomendava numa graduação de Administração de vinte anos atrás. A relação do homem com o trabalho hoje é outra, assim como sua capacitação, sua consciência sobre direitos e deveres, sua participação social, seu estilo de vida. Tudo isso faz com que também o modelo de Promoção de Saúde e Qualidade de Vida deva ser diferente, alinhado à contemporaneidade, mais ambicioso do que o mero cumprimento da legislação e configurado como um elemento estratégico articulado com os objetivos da organização. Ao mesmo tempo, deve ser ousado o suficiente para capacitar o indivíduo a gerenciar positivamente seu estilo de vida, contribuindo para a caracterização de uma força de trabalho saudável, um ambiente de trabalho agradável e criativo.
Os desafios, no entanto, são complexos. Não basta agir de forma pontual ou desarticulada, restringindo-se a abrir um fitness center dentro da empresa ou limitando-se a oferecer modalidades sofisticadas de planos de saúde. É fundamental estar atento para questões como:
- Os projetos e ações voltados para a melhoria da Qualidade de Vida nas organizações são, de fato, efetivos para a melhoria da saúde das pessoas, reduzem o absentismo, proporcionam a redução dos gastos com assistência médica e aumentam a produtividade e os resultados das empresas?
- De que forma atuar de modo integrado para que essas várias ações tenham articulação e, formatadas dentro de uma abordagem sistêmica, possam potencializar umas às outras e maximizar os resultados?
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